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21 set - 22 set

Peça “Os Realistas”

Peça “Os Realistas”
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Teatro Santa Cecília

O espetáculo, que estreou em janeiro de 2016 no Teatro Poeira (RJ), cumpriu 3 meses de temporadana cidade carioca e, em abril deste mesmo ano, estreou no Teatro Porto Seguro, na capital de São Paulo, ficando por mais 2 meses em cartaz. Duas bem-sucedidas temporadas, marcadas pelo encontro inédito nos palcos de Debora com Emílio de Mello, Fernando Eiras e Mariana Lima. No segundo semestre de 2016, a peça circulou por sete cidades brasileiras, percorrendo Sul, Centro Oeste e Nordeste.

Em cena, dois casais de vizinhos se encontram e descobrem ter mais em comum do que as casas idênticas e sobrenomes iguais. Com este ponto de partida, a peça flagra a convivência do quarteto e os relacionamentos que começam a se entrelaçar. Em um hábil jogo de cena, o autor mostra também que nem tudo é o que parece ser, fazendo ainda que as situações reflitam sobre os diferentes estágios do casamento.

Para o diretor, ‘Os Realistas’ é um exercício do autor sobre o gênero realista. ‘É um gênero em que os heróis dão lugar a pessoas comuns. Nesta história, Eno desloca seus personagens para uma pequena cidade interiorana e campestre, em um movimento de alguma maneira também reverente ao teatro de Tchekhov. Este confronto com a natureza, o vasto e o desconhecido faz com que estes personagens se cruzem em uma comédia existencialista sobre vida, morte, amor e vizinhos’, analisa Guilherme Weber, cuja relação com a obra de Will Eno começou em 2003, quando estrelou e assinou a criação com Felipe Hirsch da montagem brasileira de ‘Temporada de Gripe’ (‘The FluSeason’). Depois, seguiu com ‘ThomPain – Baseado em Nada’ (2006) e ‘Lady Grey – Em Luz Cada Vez Mais Baixa’ (2006), nas quais também atuou e dividiu a criação com Hirsch, e ‘Ah, a Humanidade e Outras Boas Intenções’, reunião de cinco peças curtas do autor, em que atuou a assinou o projeto junto com Murilo Hauser.

‘Os Realistas’ marcou ainda o retorno de Debora Bloch à produção teatral, tarefa que abraçou em meados dos anos 80. De lá para cá, ela foi responsável por espetáculos que marcaram a história recente do teatro brasileiro, como ‘Fica Comigo Esta Noite’ (1990), que lhe rendeu o Prêmio Shell de Melhor Atriz em 1990, ‘Duas Mulheres e Um Cadáver’ (2000), estrelado e produzido ao lado de Fernanda Torres, ‘Tio Vânia’ (2003), em montagem dirigida por Aderbal Freire-Filho que ocupou o Parque Lage. Seu último espetáculo foi o monólogo ‘Brincando Em Cima Daquilo’ (2007/2008), com direção de Otávio Muller.

Will Eno por Guilherme Weber

Will Eno já foi chamado pela crítica nova iorquina de ‘O Samuel Beckett da geração Jon Stewart’, em referência ao apresentador e comediante que esteve à frente do programa Daily News por dezesseis anos. Aluno de Edward Albee em sua famosa oficina de dramaturgia, foi apontado pelo mestre como o melhor dramaturgo de sua década. Criando códigos originais a partir de suas consagradas referências, como Harold Pinter, além de Beckett e o próprio Albee, Eno foi indicado ao prêmio Pulitzer pelo monólogo ‘ThomPain – Baseado em nada’.

Em sua primeira experiência como espectador, junto ao seu pai em uma pequena plateia, é que o dramaturgo passa a criar seus códigos de criação, lembrando da delicada situação pela qual passaram os atores daquela montagem quando, ao tentar realizar um truque cênico, foram revelados em sua tentativa de ilusão. Uma cadeira, presa a um fio de nylon, deveria sair do palco em um movimento mágico, conduzida pelo fio invisível. No meio do movimento, a cadeira cai e sai do palco arrastada, como um peixe morto. O truque falhado, a cadeira arrastada, os atores fragilizados e as entranhas do teatro reveladas aos espectadores provocou tal impacto no jovem Eno que a ativação desta memória passou a pautar sua sofisticada escrita, que busca, de diferentes maneiras, recriar esta sensação de perigo e exposição, que em sua obra às vezes acomete os personagens, às vezes os atores e quase sempre os espectadores.

‘Os Realistas’ (‘The RealisticJoneses’, no original) marca a estreia do autor na Broadway. O que faz uma peça como esta no mais tradicional circuito de teatro americano é a pergunta que a maioria dos críticos e espectadores se fizeram ao longo da temporada. Will Eno não é conhecido por suas tramas urdidas para o espectador médio. Mas, ao longo dos meses, os personagens complexos e os diálogos profundos, engraçados e cheios de jogos de linguagem, que são uma das mais fortes características do autor, conquistaram o público através das performances de ourivesaria dos quatro atores. A estreia de Will Eno na Broadway terminou com pleno êxito.

HISTÓRICO OS REALISTAS

PRÊMIOS E INDICAÇÕES em 2016
Prêmio APTR 2016
Atriz - Debora Bloch
Cenografia - Daniela Thomas e Camila Schmidt _ PREMIADAS
Iluminação - Beto Bruel
Produção - Alessandra Reis, Cristina Leite e Paula Valente
Prêmio SHELL 2016 / 1º semestre
Atriz - Debora Bloch

Prêmio CESGRANRIO 2016
Atriz - Debora Bloch _ PREMIADA
Ator - Emílio de Mello
Diretor - Guilherme Weber
Cenografia - Daniela Thomas e Camila Schmidt 

Prêmio Aplauso Brasil
Elenco - Os Realistas

Prêmio Questão de Crítica
Ator - Emílio de Mello _ PREMIADO
FICHA TÉCNICA

Texto 
Will Eno

Tradução
Ursula de Almeida Rego Migon e Erica de Almeida Rego Migon 

Direção Geral, Adaptação e Trilha Sonora
Guilherme Weber
Elenco
Debora Bloch, Emílio de Mello, Guilherme Weber e Isabel Teixeira

Cenografia
Daniela Thomas e Camila Schmidt

Figurinos
Ticiana Passos

Iluminação
Beto Bruel

Direção de Produção
Alessandra Reis

Produção local: 
Fulltimetv

SERVIÇO:
Teatro Santa Cecília (Rua Gen. Osório, 192 - Centro)
Dias: 21 (sexta) ás 20hs e 22 (sábado) ás 17hs e 20hs de setembro de 2018
Duração 100 minutos
Gênero comédia dramática
Classificação 12 anos
Valores: R$25,00 inteira| R$12,50 meia


Fonte: Agenda Petrópolis

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